por - Rubens Saraceni - médium, sacerdote umbandista, mago, escritor e dirigente do Templo Escola Pai Benedito de Aruanda.
domingo, 16 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
Procedimentos de Umbanda
A doutrina de Umbanda estimula os procedimentos
corretos e incorporou aqueles mais afins com a própria natureza divina dos
Orixás.
A um médium é solicitado que conheça o mínimo
indispensável para que possa realizar as práticas de Umbanda e seus rituais.
Também é exigido que se estude um pouco, porque só assim entenderá tudo o que
acontece dentro de um templo de Umbanda durante a realização das giras de
trabalho.
Cada religião tem seus paramentos ou suas vestes
litúrgicas, e a Umbanda também tem os seus: vestes brancas.
Por que o branco é a cor preferencial da Umbanda?
O branco é a cor de Oxalá, o regente da Fé no
Ritual de Umbanda Sagrada. Logo, como a fé é o mistério religioso por
excelência, o astral tem estimulado o uso dos paramentos brancos. O simbolismo
da veste branca é bem visível, além de permitir uma uniformidade na
apresentação do corpo mediúnico.
Mas, se alguém se veste de branco e assume o grau
de médium, dele também se exige que purifique seu íntimo, reformule seus
antigos conceitos com relação à religiosidade e se porte de acordo com o que
dele esperam os Orixás sagrados, pois será estes que o ampararão daí em
diante.
A doutrina de Umbanda tem por objetivo primeiro o
auxílio espiritual, e estimula o despertar da consciência religiosa nos
médiuns. Os doutrinadores sabem que tem que ser pacientes, pois precisam lidar
com pessoas oriundas de outras religiões, nas quais já desenvolveram uma
consciência mais ou menos de acordo com o que pregam suas doutrinas.
A doutrina tem como um dos seus procedimentos
basilares nunca obrigar alguém a renegar a religião que praticava, pois
nenhuma religião deve ser renegada ou criticada.
O máximo tolerado pela doutrina é a crítica aos
mercadores da fé, aos fanatizastes líderes religiosos das doutrinas
obscurantistas, e, ainda assim, se eles forem os primeiros a agredir a religião
umbandista, como sempre ocorre, já que sentem uma ameaça invisível aos seus
feudos religiosos nas religiões libertadoras do espírito, como o são a Umbanda
e o Espiritismo.
As verdades semeadas pelos espíritos são
superiores às que eles semeiam e tratam logo de combatê-las. Mas, fora essas
escaramuças em nível terra, a doutrina de Umbanda reprova toda tentativa de
diminuir outras religiões, pois todas se fundamentam em Deus e em sua
divindades. Logo, o universalismo adotado pela doutrina de Umbanda não permite
críticas às outras religiões, tampouco obriga alguém a renegar sua antiga
crença.
Quem proceder de outra forma não é ainda, um verdadeiro
médium de Umbanda Sagrada, a mais ecumênica das religiões. Em seus templos
manifestam-se espíritos trazendo ainda vibrantes as suas antigas formações
religiosas que lhes possibilitaram a ascensão espiritual aos níveis superiores
da luz.
Manifestam-se espíritos vindos de todas as outras
religiões e regiões do planeta. Uns são hindus, outros são árabes, outros são
judeus, budistas, cristãos... e até índios brasileiros e negros africanos, os
seus fundadores espirituais.
Logo, dentro dos procedimentos recomendados está
o de absterem-se de qualquer crítica a outras religiões ou de alimentarem
preconceitos religiosos mesquinhos.
Outro procedimento recomendado é respeitar os
templos de todas as religiões e seus espaços religiosos, pois, aquele que na
respeita a casa alheia, não respeita a própria.
Se não consegue ver em um templo alheio uma morada
de Deus, então não é digno de dizer que, no seu templo, Ele habita. Em verdade,
onde as pessoas se reúnem para louvar a Deus, Ele ali se estabelece e se
manifesta, não importando que o invoquem com outros nomes que não o de “Olorum”
ou “Zambi”. Deus é único e os nomes que Lhe dão são apropriações humanas de
Suas qualidades divinas manifestadas há todos os tempos. Afinal, Ele é tudo em
Si mesmo e temos de invocá-Lo por um nome que mais nos fale ao coração, certo?
Outros procedimentos recomendados, e já bastante
divulgados, são relativos às práticas rituais:
• Em dia de trabalhos mediúnicos, não se deve comer
alimentos de difícil digestão ou ingerir bebidas alcoólicas, pois estas
entorpecem a mente a anulam a percepção extra-sensorial, assim como abrem o
campo mediúnico às vibrações negativas e estimulam o emocional dos médiuns;
• a mediunidade só deve ser desenvolvida com o
recurso da concentração dos cantos rituais e dos atabaques, e nunca com o
concurso de qualquer produto alucinógeno, o qual cria delírios emocionais e
animismos;
• médium desequilibrado deve ser afastado do
corpo mediúnico e encaminhado para tratamento médico- psicológico e espiritual;
• médium alcoolizado, ainda que minimamente, não
deve realizar trabalhos práticos, ou deles participar;
• médium que não realizar a higiene espiritual e
pessoal, tal como banho com ervas, firmar uma vela para o seu anjo da guarda,
firmar sua esquerda e direita, etc., não está apto a realizar um bom trabalho
mediúnico. Nessa higiene pessoal inclui-se a bucal, pois não há coisa mais
desagradável que um consulente ter que suportar o mau hálito de um médium
relapso.;
• estar sempre vestido com roupas limpíssimas;
• portar-se com respeito e silêncio dentro das
tendas – espaços consagrados as divindades e aos rituais religiosos
praticados dentro da Umbanda.
Provérbios em yorubá
Àdágún silè takète kosése
(Não se deve iniciar a guerra e ir embora )
Bí abá so òkò sójà ará ilé eni ní bá
(Aquele que atira pedras ao mercado corre o risco de atingir um
parente)
Tí aṣeni bá ní ibi mefa yoo fi Ikan tabi Meji si ara re
(Se um homem perverso está armado com seis maus caminhos ele vai
prejudicar a si mesmo com um ou dois)
Umbotê Kelembeketá Nzambi Atandú Mukuônso
(A beleza é a sombra de Deus sobre o Universo)
Eni para buru mo ko kan fe Pawa Dà ni
(Um sujeito perverso está ciente de que ele é mau, ele
simplesmente não quer mudar)
Tí èyàn yoo bá huwa kan Eni ó ko Ranti esan kan ola
(Antes de um ato de hoje, deve-se considerar o resultado de amanhã
)
Bi omodé da ilè, ki o má se da Ògun
(Uma Pessoa pode trair tudo e todos na terra, só não se
deve trair Ogum)
Ojú tó Ribi tí ko fo, a ira de ló ńdúró
(Os olhos que viram o mal e não ficaram cegos, é só esperar
para ver o bem)
Tí Ayé bá tojú Agba bàjẹ, àìmọwàá Nhu won ni.
(Se reina a turbulência sob a acusação de um ancião, deve
ser devido ao seu mau comportamento)
Eni bá jale lẹẹkan, a Ba Daso Arán bo Orí, Aso ole ló Dà
bora.
(Quem rouba uma vez, mesmo vestido de veludo, um ladrão, ele
permanece)
terça-feira, 24 de julho de 2012
Umbanda, um Pronto Socorro Espiritual!!!
por - Rubens Saraceni - médium, sacerdote umbandista, mago, escritor e dirigente do Templo Escola Pai Benedito de Aruanda.
A
Umbanda é uma Religião fascinante se estudada com isenção e
racionalismo, mostrando-nos a Grandeza Divina de Deus e as infinitas
possibilidades que Ele nos oferece para nos auxiliarmos quando entramos
em desequilíbrio com o Plano Espiritual e o Natural.
Se
soubermos interpretar o simbolismo umbandista veremos que, mais que uma
Religião, a Umbanda é um Pronto Socorro Espiritual Equipadissimo para
acolher todos os necessitados de um rápido auxilio.
As
pessoas seguidoras de outras religiões não vão à Umbanda para rezar e
sim, vão em busca do socorro imediato para as mazelas que, em suas
religiões, não tem como ser tratadas adequadamente.
Vemos
entrar e sair dos Centros Umbandistas pessoas seguidoras das mais
diversas religiões, todas necessitadas de tratamento Espiritual
imediato, muitas delas a beira de um colapso nervoso, do suicídio, da
loucura, da confusão que incutiram em suas mentes com mensagens
religiosas contraditórias que, ao invés de orienta-las, as confundiram
de tal forma que muitas perderam a fé no referencial divino que tinham.
Com
os espíritos que se manifestam através dos seus médiuns muitos
encontram palavras de consolo, de conforto e de esclarecimentos que,
pouco a pouco, fornecem-lhes novos referenciais, todos fundamentados na
imortalidade do espírito e na necessidade de espiritualizarem-se porque
só com uma pessoa se entendendo como espírito imortal encarnado para
cumprir mais uma etapa da sua evolução, ela lidará de forma correta com
suas dificuldades aqui na terra e alcançará o equilíbrio intimo para
supera-las ou transmuta-las.
Os
referenciais divinos de quase todas as religiões são idênticos e estão
calcados na existência de um Deus Onipresente e Onipotente que tudo pode
e tudo faz; que é justo e perfeito e que não desampara ninguém em
momento algum, fornecendo a todos o seu ampara divino.
Esse
referencial divino é verdadeiro e não estamos negando-o ou
questionando-o porque também acreditamos nele e o ensinamos a todos que
acreditam na existência de Deus .
O
que questionamos acerca desse referencial divino é que muitos limitaram
a religiosidade das pessoas nessa afirmação (verdadeira) e negaram tudo
mais que faz parte do aprendizado e da espiritualização delas,
negando-lhes o beneficio da busca e a satisfação de poderem, por si,
solucionarem as dificuldades do dia a dia e de sanarem as dúvidas
existência que surgem naturalmente no decorrem de suas passagens
terrenas.
Na
mente do doente, do desempregado, do solitário, do desesperançado, do
desiludido , do desequilibrado mental e emocionalmente etc., passam
pensamentos terríveis sobre sua condição de sofredor em meio a tantas
pessoas saudáveis, em meio a tantas pessoas empregadas e em ótima
situação financeira, em meio a tantas pessoas felizes, em meio a tantas
pessoas cheias de esperança e felizes pelo sucesso já obtido em seus
projetos de vida.
A
legião de sofredores encarnados é imensa e em certos momentos nós (eu e
você, amigo leitor) já fizemos parte dela (ou ainda somos), certo?
Aos
membros temporários ou permanentes dessa imensa legião de sofredores
encarnados soma-se a dos espíritos já desencarnados, muito maior e em
piores condições porque já não têm a estabilidade do plano material para
se agarrarem e não serem tragados pelo abismo do desespero , do
tormento e da sensação de desamparo total nos momentos mais difíceis das
suas existências.
Faltou
a alguns interpretes de Deus revelarem aos seus seguidores que Deus é
Onipotente, Onisciente e Onipresente, que tudo pode e tudo faz em nosso
benefício, não desamparando ninguém em momento algum, mas que tem Sua
forma de nos auxiliar na solução das nossas dificuldades, todas elas
passando por nós mesmos e contando com a nossa participação na solução
dos nossos problemas.
Deus
possui muitos modos de operar em nosso benefício e um deles é através
do auxílio dos espíritos mais evoluídos que, invariavelmente, voltam-se
para os menos evoluídos e passam a auxiliá-los para que lidem de forma
correta com suas dificuldades, sejam elas transitórias ou permanentes.
As
dificuldades transitórias são solucionadas rapidamente. Já as
permanentes, a solução delas só é possível com uma transformação
integral do ser, pois a mente, que é a fonte dos pensamentos, não pode
estar dissociada da razão e do bom senso, que são fontes de equilíbrio e
racionalismo.
Ou
a mente e a razão estão associadas e centradas ou a qualidade dos
pensamentos deteriora-se e elas se auto anulam pelas contradições,
enfraquecendo a fé e anulando a crença em um Deus, Justo e Perfeito, que
não desampara ninguém e a todos socorre o tempo todo, mesmo quando a
solução das nossas dificuldades esta em nós.
Espiritualizar-se
é mais que crer em Deus! É o ser crer-se parte Dele e que todas as
nossas ações refletem Nele e retornam para nós, os seus emissores.
É
crer-se uma célula do corpo de Deus que, se esta saudável realiza suas
funções sem chamar a atenção dos "anticorpos" espirituais mas, se ficar
enferma, atrairá a atenção deles e começará a ser atacada de todos os
lados até ser devorada por eles, que tem justamente essa função:
Destruir e remover do corpo todas as células que se tornarem enfermas e
ameaçarem a saúde, o bem estar e o equilíbrio existente nele.
A
"célula enferma" não entende porque só ela esta sendo atacada e todas
as outras (suas irmãs) não são incomodadas pelos "anticorpos", ainda que
estejam ao seu lado.
Com certeza essa célula enferma tem muitos porquês sem respostas, não é mesmo?
Tal
como todas as pessoas, em certos momentos de nossa existência, quando
estamos sofrendo porque fomos atacados violentamente por forças
desconhecidas, fraquejamos e sentimos que fomos abandonados à nossa
própria sorte (ou azar).
Quantas
pessoas não vêem suas vidas desmoronarem de uma hora para outra,
perdendo tudo o que acumularam durante anos por causa de um mau negócio;
de um projeto que não deu certo; devido uma onda de doenças; por causa
de uma separação conjugal; pela perda de um emprego bem remunerado,
etc., e daí em diante tudo muda para pior e escapa-lhes do controle?
São acontecimentos corriqueiros, porque acontecem o tempo todo com muitas pessoas, independente da religião que sigam.
Quantas
dessas pessoas sofridas e desesperadas não atribuem a Deus a
responsabilidade pelos seus infortúnio pois sentem-se abandonadas,
punidas ou desamparadas por Ele, que tudo pode mas nada faz para minorar
seus sofrimentos?
Quantas não abandonam suas religiões e começam a buscar nas outras o amparo e a proteção divina, já inexistentes na que segue?
Daí
em diante passam de uma igreja para outra; de uma religião para outra;
de um sacerdote miraculoso para outro, sempre buscando nelas ou neles o
que perderam.
E,
por fim, quando nada mais lhes resta nesse campo (o religioso), já
acreditando que tudo lhes foi tirado, aí sim, voltam-se para o
Pronto-Socorro Espiritual conhecido por Umbanda.
Na
Umbanda, em seus centros despidos de luxo, vergam-se ante a inexorável
ação da Lei Maior em suas vidas e curvam-se perante a espiritualidade
enquanto ainda há tempo.
Diante
dos Espíritos-guias as pessoas relatam seus sofrimentos, abrem seus
corações e derramam suas lagrimas para que a esperança brote novamente
em suas vidas.
Finalmente a humildade se fez presente em seus íntimos e o "Centro de Macumba e os Macumbeiros", tão ofendidos e vitimas
de todo tipo de sarcasmos e ofensas mostram-se aos seus olhos surpresos
que a Umbanda é uma Religião Humanística e Socorrista e que os tão
difamados "macumbeiros" são pessoas tão humanas quanto eles e que nada
lhes pedem ou cobram-lhes para ajuda-los na reconquista do amparo
divino.
Não cobram nada, não pedem dizimo
e não cobram caríssimos "trabalhos" porque, dentro do verdadeiro centro
de Umbanda quem trabalha são os Guias Espirituais, que não precisam de
nenhuma vantagem financeira para estender suas mãos luminosas aos
necessitados.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Comportamento do Médiun durante o Trabalho Espiritual e Desenvolvimento Mediúnico
Concentração
Concentração é a arte de fixar a consciência numa ideia, numa imagem que se alonga em nossa área mental.
A concentração é um ato mental.
É a convergência de pensamentos para um determinado fim.
A convergência pressupõe a eliminação de todos os pensamentos que não sejam convenientes aos fins desejados.
A Relaxação (relaxamento)
A relaxação deverá ser completa: muscular e psíquica.
Durante
a reunião, manter-se relaxado, respirar calmamente, tomar na cadeira
uma posição cômoda, solta, evitando contrair os músculos, para facilitar
um bem estar físico.
A Abstração
A
abstração quer dizer desligamento dos problemas outros que não digam
respeito às finalidades da sessão; problemas domésticos, profissionais,
particulares, etc. A relaxação proporcionando um bem estar
fisiológico e a abstração evitando tensões psíquicas, dão condições para
que o indivíduo possa focalizar seu pensamento em objetivos elevados.
A Elevação
Pensar no bem, no amor, na caridade, nas virtudes que exornam o caráter do verdadeiro cristão.
O resultado da reunião depende da concentração e da elevação com que é feita.
A Manutenção Vibratória
Conseguida
a concentração após um preparo adequado pôr parte de todos os
componentes do grupo, é necessário manter-se o ambiente saturados de
elementos fluídicos favorecedores do intercâmbio com o plano espiritual.
Mentalmente, envolver a todos em pensamentos agradáveis,
desejando-lhes o melhor que se possa dar, como se a nossa mente
estivesse emitindo forças e palavras de conforto e esclarecimento.
A Concentração nos trabalhos mediúnicos
É
importante frisar-se, que cada trabalho desenvolvido na Casa Espírita,
vai exigir um nível diferente de concentração. Desta forma, um trabalho
de irradiação, de passes, vai exigir um nível intermediário de
concentração, ou seja, àquele necessário para fixar a pessoa que está
presente ou à distância, vibrando pela mesma; já o trabalho mediúnico,
em si, exigirá um nível mais elevado em termos de concentração,
atingindo o seu ápice, nas comunicações, sejam elas psicofônicas ou
psicográficas.
Através da concentração o médium conseguirá:
Alhear-se
do mundo exterior, procurando o contato com o seu mundo íntimo, para
que então possa haver a ligação com o plano espiritual;
Unir os planos mentais com os companheiros do grupo, para o atingimento dos objetivos;
Emitir vibrações.
A Psicografia
– É a escrita sob a influência dos Espíritos. Os Espíritos escrevem,
impulsionando a mão do médium, seja por uma forte intuição, por um
controle parcial do centro motor e com ciência do médium ou por uma ação
mecânica absoluta.
A Psicofonia – Fenômeno mediúnico que,
associado ou não a outras modalidades da mediunidade, possibilita a um
Espírito falar através do aparelho fonador do médium.
A generalidade destes dois últimos tipos de fenômenos intelectuais
(psicografia e psicofonia) tem-se denominado vulgarmente de
“Incorporação Mediúnica”. Ressalte-se, todavia, que não ocorre a
“introdução” do Espírito no corpo do médium, mas, sim, uma associação de
seus fluidos com os do médium, resultantes das faixas vibratórias em
que se encontrem e que pela lei de sintonia e da assimilação se
identificam formando um complexo - Emissor - (Espírito – desencarnado)
e Receptor (médium).
A Médiuns Psicofônicos ou Falantes - É a
faculdade que permite aos Espíritos, utilizando os órgãos vocais do
encarnado, transmitirem a palavra audível a todos que presentes se
encontrem.
É a faculdade mais freqüente em nosso movimento e possibilita o intercâmbio com o mundo extracorpóreo.
É
através dela que os desencarnados narram, quando podem/desejam, os seus
aflitivos problemas, recebendo dos orientadores, em nome da
fraternidade cristã, a palavra do esclarecimento e da consolação.
O
pensamento do Espírito antes de chegar ao cérebro físico do médium,
passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem
o medianeiro, “em tese” de fazer ou não fazer o que a entidade
pretende.
Também os Mentores Espirituais, Espíritos
trabalhadores da grande Seara do Pai, utilizam esta possibilidade de
intercâmbio para esclarecerem, orientarem, confirmando a continuidade do
labor nas duas esferas da vida.
Obs: - Os médiuns falantes, de
maneira geral são intuitivos ou conscientes, sendo o intérprete
ou mensageiro. O estilo, o vocabulário, a construção das frases são
suas, mas a idéia é do Espírito.
Os médiuns psicofônicos
semiconscientes conservam o estilo e a idéia do Espírito que se
comunica e nos, psicofônicos inconscientes, geralmente se exprime sem
ter consciência do que diz e muitas vezes diz coisas completamente
estranhas às suas idéias habituais, aos seus conhecimentos e, até, fora
do alcance de sua inteligência. Embora se ache perfeitamente acordado e
em estado normal, raramente guarda lembrança do que diz.
Os médiuns psicógrafos podem ser classificados em:
a)
Médiuns Mecânicos – O Espírito atua diretamente sobre a mão do médium,
impulsionando-a. O que caracteriza este gênero de mediunidade é a
inconsciência absoluta, por parte do médium, do que sua mão escreve. Ela
se move sem interrupção, enquanto o Espírito tem alguma coisa que
dizer, e para, assim que ele acaba. Neste tipo de mensagem, a escrita
vem antes do pensamento.
b) Médiuns Intuitivos – Neste caso, o
Espírito não atua sobre a mão para movê-la, mas, atua sobre a alma do
médium, identificando-se com ela e imprimindo-lhe sua vontade e suas
idéias. A alma recebe o pensamento do Espírito comunicante e o
transcreve. Nesta situação, o médium escreve voluntariamente e tem
consciência do que escreve, embora não grafe seus próprios pensamentos.
Podemos dizer, que nestes casos, o pensamento vem antes da escrita.
C)
Médiuns Semimecânicos – Também denominados Semi-intuitivos. Eles sentem
que, à sua mão uma impulsão é dado, mal grado seu, mas, ao mesmo tempo,
têm consciência do que escrevem, à medida que as palavras se formam.
Nestes casos, o pensamento acompanha as palavras.
Os médiuns de incorporação são classificados em conscientes, semi-conscientes e inconscientes.
Médium Consciente
É
aquele que durante o transcurso do fenômeno tem consciência plena do
que está ocorrendo. O Espírito comunicante entra em contacto com as
irradiações perispirituais do médium, e, emitindo também suas
irradiações perispirituais, forma a atmosfera fluídica capaz de permitir
a transmissão do seu pensamento ao médium, que, ao capta-lo,
transmitirá com suas possibilidades: capacidade intelectual,
vocabulário, gestos, etc. O médium age como se fosse um interprete da
idéia sugerida pelo Espírito, exprimindo-a conforme sua capacidade
própria de entendimento.
Seu desenvolvimento exige estudo constante, bom senso se análise contínua por parte do médium.
Médium Semi-Consciente
É
a forma de mediunidade psicofônica em que o médium sofre uma
semi-exteriorização perispirítica em presença do Espírito comunicante,
com o qual possue a devida afinidade; ou quando houve o ajustamento
vibratório para que a comunicação se realizasse. Há irradiação e
assimilação de fluidos emitidos pelo Espírito e pelo médium; formação da
chamada atmosfera fluídica; e transmissão da mensagem do Espírito para o
médium.
O médium vai tendo consciência do que o Espírito transmite à medida que os pensamentos daquele vão passando pelo seu cérebro.
Médium Inconsciente
Esta
forma de mediunidade e incorporação caracteriza-se pela inconsciência
do médium quanto à mensagem que por seu intermédio é transmitida. Isto
se verifica por se dar uma exteriorização perispiritual total do médium.
Embora inconsciente da mensagem, o médium é consciente do
fenômeno que está se verificando, permanecendo, muitas vezes, junto da
entidade comunicante, auxiliando-a na difícil empreitada, ou, quando tem
plena confiança no Espírito que se comunica, poderá afastar-se em
outras atividades.
A mediunidade de psicofonia inconsciente é
das mais raras no gênero. Para que o médium se entregue plenamente
confiante ao fenômeno dessa ordem, é necessário que ele tenha confiança
na sua faculdade, nos Espíritos que o assistem e, principalmente, no
ambiente espiritual da reunião que freqüenta.
domingo, 22 de julho de 2012
Simbolos Ligados os Orixás
Sol - representa nosso Pai Oxalá criador de todas as formas vivas existentes em nosso planeta.
Traço Espiral com as pontas direcionadas pra fora - chamando forças, retirando energias negativas (demanda).
Traço Espiral com as pontas direcionadas pra dentro - evolução espiritual, ativando o encontro de diversos espíritos com o centro do ponto.
Seta Reta - representação da força de Oxósse, direcionamento de energia.
Lança - representa o "combate" e a "força" representa a força de Ogum, utilizada muito pela linha de Iorimá, caboclo da linha de Ogum.
Arco e Flecha - simbolo ligado a Oxósse, simbolo de "caça" força espiritual, energia e potência.
Machado - simbolo ligado a Xangô, representa a busca ao equilíbrio na vida espiritual e na vida terrestre.
Balança - simbolo ligado a Xangô, simboliza a "força", "poder" e "justiça".
Borboleta - simbolo de ressureição, simboliza a passagem da morte para a vida, dentro da Umbanda Sagrada é o representado também com Iansã.
Raio Duplo - ligado a Iansã simboliza a força que vem para regenerar.
Espada - simbolo ligado a Ogum, representa a "força", "trabalho" a buscar por um objetivo.
Âncora - simbolo ligado a Iemanjá e a linha que ela rege que são a dos Marinheiros, representa a "esperança".
Lua - representa tudo ligado a Magia dentro da Umbanda Sagrada.
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