segunda-feira, 8 de abril de 2013

Incorporação Como Ela se Manisfesta no Médium na Umbanda Sagrada

A "incorporação" se dá através da utilização dos chacra(s) do médium pela entidade. Da certa forma poderíamos comparar à uma espécie de "osmose" entre entidade e médium. Ou como dizem alguns, as entidades irradiam energias sobre determinados chacras de forma a controlar em maior ou menor grau de consciência (numa variação de controle que vai em média de  30% a 80% segundo algumas fontes) tomando assim do sistema fônico, mental e da parte motora do médium, e se faz uso para o seu trabalho. Sabe-se que as entidades desencarnadas precisam de algo que somente o ser encarnado possui, o ectoplasma. E é dele que utilizam para suas comunicações e trabalhos. A grande maioria das incorporações são do tipo semi-conscientes em maior ou menor grau de consciência por conta do tipo de médium/ entidade/ trabalho a ser feito e também, por que não mencionar (?) da paciência de cada um. E que as mediunidades do tipo totalmente inconsciente estão diminuindo cada vez. A cumplicidade é fundamental para melhoria das relações entre médium e entidades e para as resultantes de seus trabalhos, sendo um trabalho de dois,  tenhamos nós médiuns um co-responsabilidade para aquilo que for dito ou feito pelas entidades, já que fazem uso do nosso mental e do nosso corpo. E se para ter uma boa ligação mediúnica é necessário a participação de dois, então para se interromper ou frear uma comunicação indevida, supõe-se que a interferência de um, altere o equilíbrio feral e de alguma forma possa interromper ou reajustar o rumo da comunicação. É o que vulgarmente se chama de "morde a língua" da entidade (ou seja a nossa mesma).
O certo que apesar de ser confuso no inicio do desenvolvimento, deixando dúvidas e incertezas em médiuns, temos que considerar algumas situações: o corpo utilizado pelas entidades, pertence ao médium, logo,  deve ser utilizado pelas mesmas com respeito e cuidado; as situações a que se expõem involuntariamente em alguns casos os médiuns inconscientes não tem lógica de acontecer com os que não são, a menos que esses de-em sua permissão- já vi entidades de médiuns inconscientes fazerem coisas com seus corpos que jamais permitiria que fizessem com o meu; o fato de ser semi-consciente já da ao médium a ideia da co-responsabilidade que ele tem para com o que está sendo feito; é uma ótima fonte de aprendizagem, pois permite ao médium aprender com os ensinamentos passados pelas suas entidades, aos consulentes e deles aproveitar boa parte para o seu próprio desenvolvimento; leva o médium a estudar e aprender mais para compartilhar com suas entidades esses conhecimentos (que elas utilizam de seu mental) de forma a melhorar e ampliar as consultas. É chato ser consciente, nos deixa inseguros, vigilantes sobre nós mesmos, responsáveis pelos resultados, sem a desculpa deliciosa de não ver e não saber, ou seja não ter nada a ver com o assunto, sem poder jogar a culpa no outro, coisas, aliás, muito humana.
O Astral Superior, com certeza sabe aquilo que é melhor para cada um. Creio que a tendência é que tenhamos cada vez menos fenômenos físicos, daqueles que foram necessário para provar a existência dos espíritos e cada vez menos dos médiuns inconscientes, o  que forçara os médiuns a participar com algo mais que seu corpo, seu tempo e sua boa vontade terão que participar com a mente, o espírito e a responsabilidade. Terão que estudar e evoluir, sem direito às desculpas referentes à ignorância do que ocorre, seja espiritual, seja  cultural/intelectual. É uma maneira de forçar o ser a evoluir. Nós evoluímos, as nossas entidades também, nada é estático, por isso devemos perceber que muitas mudanças já ocorreram. Mudaram os tipos de problemas que o ser humano tem, também mudaram as necessidades básicas que levam os consulentes ao centro. As entidades se atualizam, seja através do mundo astral e/ ou do conhecimento material que recebem/percebem através do mental de seus aparelhos.
Enfim, não temos o direito de dizer se este ou aquele médium é ou não consciente, essa é uma decisão que pertence à espiritualidade e, quem sabe, fez parte da escolha de cada uma antes de retornar da pátria espiritual.
O que realmente podemos fazer é cuidar muito bem de nossas responsabilidades mediúnicas e auxiliar nossos irmãos, seja qual for seu tipo de mediunidade a caminhar e cumprir suas missões, se não conseguirem compreender o todo, ao menos que possam sentir-se o melhor possível, o mais confortados e apoiados em sua jornadas.
Mediunidade, entidades, médiuns, não há que se dizer que esse é melhor que aquele, até porque esse é um julgamento que não nos pertence. 

sábado, 6 de abril de 2013

Bater Cabeça na Umbanda Sagrada, história, significado... e por que fazemos isso! - por Mãe Mônica Caraccio - sacerdotisa umbandista



Nós, umbandistas, herdamos dos povos Africanos a representação do solo como a morada dos antepassados. Para eles, os Orixás são antepassados divinizados, ou seja, pessoas e anciões que imergiram na terra e se tornaram Orixás, portanto, para cultura Africana o Sagrado está na terra e não no céu como prega a cultura européia. Além disso, sabemos que em determinados momentos da vida escravocrata, os negros enterravam os otás (pedras dos Orixás) e elementos simbólicos de seus Orixás para que não fossem descobertos pelos senhores das fazendas, os quais tentavam de todas as maneiras destruir e descaracterizar a cultura, a crença e as relações humanas desse povo.
Com esse saber, fica fácil compreender que quando "batemos a cabeça" estamos entrando em contato com esses ancestrais e antepassados consequentemente com todo o conhecimento e a sabedoria que esse passado guarda.
Não podemos deixar de lado também, o poder transformador do elemento "TERRA", portanto, ao bater cabeça com os pensamentos firmados na ação e nas forças divinas, naturalmente conseguimos descarregar todos os pensamentos negativos e atuações negativas, que por ventura esteja envolvendo nosso mental. Melhor ainda acontece quando temos a oportunidade de deitar no chão ao bater cabeça, nessa ocasião, a descarga acontece também no sentido emocional e em todos os nosso chackras afinal eles também entram em contato com a terra.
Quando batemos o lado direito, entregamos nossa coroa para as Entidades Espirituais da Direita, quando batemos o lado esquerdo, a entrega é para as Entidades Espirituais da Esquerda, já a testa representa entrega total, a entrega da nossa coroa a todas as forças assentadas e representadas no altar, batemos a cabeça por questão de respeito e obediência com os Orixás e com nosso Pai Oxalá que está acima no altar.
É nesse momento que estas entidades, de forma pontual, sutil e grandiosa, cruzam nossas costas firmando-nos e protegendo-nos qualquer energia negativa se afaste do médium dando toda a sustentação para o trabalho espiritual.
Também sabemos que em muitos Terreiros são usados elementos para que esse ritual aconteça com supremacia, a exemplos de casas que usam "toalha" que representa, entre tantas outras coisas, a proteção do nosso Pai Oxalá,o acolhimento a pureza. Outras vezes o Pai de Santo risca um ponto para que o ritual aconteça com uma espécie de ação magistica realizadora e religiosa.
Há também aqueles que firmam a corrente com cânticos representativos e emocionante, estimulando o lado "emocional e vibratório da corrente".

Por que desenvolver-se Mediunicamente? por - Marcel Surya


Na vida em todos os sentidos, temos que nos aprimorar para sempre evoluirmos. Desenvolver  significa desdobrar-se, aprimorar, polir, fortalecer algo que queremos fazer melhor do que fazemos no presente.
Desenvolvimento mediúnico sempre esteve presente em todos os Terreiros de Umbanda de uma forma direta ou indireta. Tendo um dia especifico, ou mesmo nos dias de trabalho, o médium de Umbanda passa por essa etapa de conhecimento de seus Guias, Mestres e Mentores, assim passa a conhecer Orixás e todo o sistema de trabalho que nossa religião executa com mestria e com muito Poder.
O médium passa a conhecer também um Deus de Amor, de Liberdade e de Caridade, Pai Olorum! E com muito amor, vai trilhando seu caminho espiritual e sentido o poder dos Orixás em sua vida, abrindo seu mental e sua alma para os mistérios e iniciações da Sagrada Umbanda.
A mediunidade independente de religião, todas as pessoas nascem com dons mediúnicos, umas mais afloradas e outras mais retraídas, mas todos com os seus canais para o Sagrado.
Desenvolver mediunicamente é muito mais do que incorporar, é um auto-conhecimento que leva à evolução, ao equilíbrio e a paz, pois coloca todos os seus dons alinhado e ativos conforme o tempo de desenvolvimento e a vontade do médium em crescer e evoluir.
O desenvolvimento acontece sempre que cada médium se aprimora em seus dons, entende com segurança que tudo que o cerca no momento dos trabalhos são poderes de DEUS a sua disposição para que ele possa fazer um trabalho digno, eficaz e muito poderoso. Mas o principal foco do desenvolvimento é o auto-aprimoramento, o auto-conhecimento e o médium tem que ter em mente e corpo, mente e espirito devem andar juntos, e sempre em evolução.
Não é só incorporar Guias que o médium consegue desenvolver-se mediunicamente e muito menos, só incorporar para atender as pessoas. O médium deve saber que, quando se desenvolve mediunicamente, é um caminho interno, um mundo pessoal e cheio de possibilidades, que na verdade são limitadas, para que ele, nesta encarnação, evolua de uma maneira constante e distinta.
O trabalho de um Terreiro de Umbanda é consequência de seus trabalhos feitos internamente no decorrer desse seu processo de desenvolvimento mediúnico, sem pressa, sem afobação, perdendo a insegurança comum a todos no começo desta caminhada sagrada e com muita simplicidade. Axé!

Qual o fundamento do altar na Umbanda Sagrada - por Mãe Mônica Caraccio sacerdotisa umbandista



O Altar é um ponto de força e deve ser firmado e assentado corretamente, pois é o meio pela qual as irradiações divinas alcançarão todos os fieis diante dele. A principal função do altar é criar um magnetismo, uma ligação entre o "céu e a terra", e é através dele que as irradiações verticais divinas - DO ALTO - descerão até o altar e se espalharão no horizontal ocupando todo o espaço destinado ás praticas religiosas. Os fundamentos específicos de um altar só podem ser explicados por quem o fez, mas o fundamento divino de sua existência em um templo é que  quando nos colocamos respeitosamente diante dele, estaremos bem próximos de Deus e suas Sagradas Divindades.
As imagens que encontramos nos altares dos centros de Umbanda têm a função de impor um respeito único aos frequentadores induzindo uma postura respeitosa, silenciosa e reverente. As imagens apenas representam os Orixás, uma vez que muitos utilizam o sincretismo religioso, uma unificação através da semelhança entre as características de um Orixá e as de um Santo Católico. É claro que Ogum não é o São Jorge apenas assemelha a ele uma qualidade guerreira e Oxalá não é Jesus Cristo apenas traz o mesmo sentido de paz, compreensão, amor incondicional, e assim segue parar todos. Orixá não é santo, pois santo foi um espírito humano que viveu no plano material e por boas atitudes foi canonizados pela Igreja Católica e também não é anjo, pois anjos é um mensageiro de Deus. Orixá é divindade de Deus, ou seja, é um ser Divino e um mistério de Deus, é uma exteriorização e representante exclusivo de Deus.
Por isso entendam: Orixá nunca encarnou, portanto não é santo, nem da consultas, Orixá não é mensageiro de Deus mas sim representa suas qualidades, atributos e sentidos. Orixá vem da cultura Africana Nagô - Yorubá. São divindades criadas a partir de Olorum que é o Deus Supremo onipresente, onipotente e onisciente. Umbanda cultua Orixá através de suas qualidades, elementos e mistérios.
Umbanda é e esta na Natureza e em seus elementos naturais. Por isso melhor que ter imagens no altares, é ter elementos naturais que representam os Sagrados Orixás, ou seja, trazer a força da natureza, "da Umbanda", para dentro de nossa casa. Esses elementos podem ser as águas minerais ou cristalinas, as ervas flores e plantas, as pedras ou inúmeros mineiros, como também instrumentos simbolizando a força e o mistério do Orixá. Vejam alguns exemplos de elementos que você pode colocar em seu altar de forma simples, bonita e muito poderosa.
  • Oxalá - Cristal transparente, taça de inox ou copo de vinho branco ou água mineral, girassóis, trigo.
  • Oxum - Pedras com quartzo rosa, ametista, pirita, água doce de rio ou de cachoeira, rosas (geral), flor chuva de ouro.
  • Oxossi - Pedra com esmeralda ou quartzo verde, ervas como guiné, alecrim, espada de Oxossi, copo de vinho, cipó..
  • Xangô - Pedras de otá ou jaspe, espada de Xangô, machados, cerveja preta.
  • Ogum - Pedras como granada ou rubi, cerveja clara, espadas, lanças ou escudos de ferro, espadas de São Jorge.
  • Obaluaê - Pedras como ônix ou turmalina preta, taça de vinho tinto ou água mineral, crisântemo, palhas da costa com búzios.
  • Iemanjá - Pedras como água-marinha ou madre-pérola, água do mar, estrela do mar, conchas, rosas brancas, alfazemas.

Não podemos esquecer também as velas em nosso altar, pois vela é um mistério usado por todas as religiões do mundo. Quando é ativada religiosamente, se torna um poderoso elemento mágico, energético e vibratório que atua no etérico de quem recebe sua irradiação ígnea, elas tem o poder de consumir as energias negativas que são descarregadas pelos frequentadores do templo.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como Identificar o Orixá Chefe de um Terreiro de Umbanda - por Grin Xangô.

Grin Xangô nesse pequeno vídeo ensina como identificar os Orixás Chefes num Terreiro de Umbanda e posições das imagens no Altar.


domingo, 31 de março de 2013

23 de Abril - Data festiva do Orixá Ogum - Guardião da Lei Maior Orixá da Guerra



Pai Ogum é a Divindade que está assentada no polo positivo (irradiante) da linha da Lei. Representa a Ordenação Divina, o Governo da Lei Maior em toda a criação.
Suas irradiações contínuas amparam e sustentam aqueles que vivem dentro da Lei e da Ordem Divinas e também socorrem aos que necessitam desse amparo.
Ogum é a Lei, cujo simbolo é a espada, que por sua vez representa o caminho reto, a retidão de caráter, a honra a honestidade. Perante a Lei não existe "mais ou menos", não se pode ser "mais ou menos honesto", ou se está no caminho reto, respeitando a Lei Divina, a si mesmo e ao próximo, ou não se está. Por isso se diz que os filhos de Ogum são taxativos, não hesitam em "comprar batalhas" para defender os amigos e aqueles que agem com respeito à Lei de Deus e ao próximo, mas se afastam dos que agem com desonestidade e deslealdade.
Ogum é o Sr. dos Caminhos e realiza a abertura de caminhos, a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina.
A primeira "batalha" que Pai Ogum nos ensina a realizar é vencer os vícios e a desordem interna para que, uma vez equilibrados, possamos atrair situações e relacionamentos ordenados, livres da desordem que nasce do desrespeito à Lei Maior e á Justiça Divina.
Lei e Justiça são interligadas, não se pode obter o amparo da Justiça Divina sem viver em obediência com as Leis da Criação. O dragão subjugado por São Jorge e por Miguel Arcanjo, que sincretizam com Ogum, representa exatamente o trabalho pela vitória sobre as nossas trevas interiores. O dragão é um simbolo da maldade, dos vícios, das negatividades, do ego exacerbado  da vaidade extrema, da ganância etc. Vencendo "o dragão", sob o amparo de Ogum, nos habilitamos a atrair situações favoráveis, sob o amparo da Lei.
Porque a Lei atua sem cessar, irradiando-se para toda a criação. Sintonizados com a Lei, alcançamos o amparo da Lei e da Justiça do Criador. Então, os inimigos terão olhos, mãos, pés e armas, mas não conseguirão nos enxergar, não poderão nos tocar e nem nos alcançar ou ferir, como diz um ponto cantado.
Seu primeiro elemento de atuação é o Ar, e o 2º elemento é o Fogo.
Na Linha pura da Lei Ogum faz par com Iansã, ambos atuando pelo elemento Ar.
Também faz parte com Egunitá, a Mãe do Fogo e da Justiça Divina, aqui formando com ela uma  linha polarizada ou mista Lei/Justiça, pelos elementos AR/FOGO.
Nos elementos Ogum é o AR que refresca e a brisa que acalenta.
Na Lei, Ogum é o principal ordenador inquebrantável.
Na Criação Divina, Ogum é a defesa de tudo que foi criado, é a defesa da vida.
Na irradiação da Lei, Ogum é passivo, pois seu magnetismo irradia-se em ondas retas, em correntes contínuas, e seu núcleo magnético gira para a direita (sentido horário).
Seu Fator Ordenador nos ajuda a vencer nossas trevas e bloqueios interiores (as verdadeiras demandas) e nos protege dos obstáculos externos, quando vivemos de acordo com os ditames da Lei Divina.
Ogum é a Lei reta, é a vida reta. É associado a Marte e ao número 7.
Na Bahia Ogum sincretiza com Santo Antonio de Pádua. Nos demais estados brasileiros é sincretizado com São Jorge Guerreiro e celebrado em 23 de Abril.

sábado, 30 de março de 2013

Ritual de Fechamento de Corpo na Umbanda, e qual a sua função - por Danilo Lopes Guedes


Vamos esclarecer o termo e o funcionamento do Rito que é feito para o fechamento de corpo, lembrando que esse ritual é feito geralmente em uma sexta-feira santa.
O rito para o fechamento de corpo, como o próprio nome diz tem a intenção de Fechar, Trancar, Bloquear, Impedir e Dificultar que qualquer maldade ASTRAL tenha acesso ao nosso perispírito ou atingir nossas estruturas espirituais. Isso não quer dizer que uma pessoa que passou por um Rito de fechamento de corpo está totalmente impune de qualquer ato de maldade ou de algo chamado fatalidade. Mas, como este trabalho, a intenção é no minimo reduzir o impacto que poderíamos sofrer no caso de uma atuação ou mesmo de uma fatalidade.
Então a frase "eu tenho o corpo fechado" não quer dizer que se tornou de aço, que a partir de hoje lhe foi posto uma superproteção, praticamente você pode levar um tiro que não vai acontecer nada. Não quero deixa-lo (a) triste, mas vai sim, se alguém com uma boa mira atirar em você, vai te acertar e dependendo do caso você poderá ate mesmo desencarnar.
A proteção é para o lado astral, claro que o astral ou o espiritual reflete na nossa matéria, no nosso corpo carnal, então a ideia é que com a máxima proteção espiritual a nossa parte material, também tenha um pouco a mais de proteção. Mas não podemos aceitar isso como uma regra e que nada, absolutamente nada, nos fará mal. Sim, pode sim, tudo dependerá do que deve passar e o porque deve passar.
O rito de fechamento de corpo é praticado dentro de nossos Terreiros, é uma cultura antiga e alguns hoje em dia não tem o costume da realização desta pratica e outros nem conhecem apenas ouviram falar. Este ritual deveria ser praticado não apenas na sexta-feira santa, mas umas duas vezes ao ano, no minimo, porque é uma proteção que se agrega ao nosso corpo espiritual e que com certeza dificultara a ação de Demandas, Trabalhos ou Espíritos sem Luz que queiram nos prejudicar.
Geralmente são praticados por entidades de Umbanda ou de Candomblé, onde são utilizados elementos como: CHAVE, PEMBA (BRANCA), ERVAS, AZEITE, CORRENTES, PATUÁS, REZAS, ORAÇÕES, VELAS, ÁGUAS, CONCHAS, CORRENTE DE AÇO, ALHO, etc. Cada Guia/Entidade terá a sua particularidade e forma de manipular os elementos físicos para a proteção astral.
Não existe meio correto de utilização, não existe receita de bolo e nem uma regra, até porque cada caso é um caso, onde uma pessoa necessita mais de um fechamento de corpo de sentimentos (angustias, magoas, etc.), pois por ser uma pessoa muito sentimental se abala com mais facilidade do que o outro, então cada caso deve ser avaliado com cautela e, isso, quem determinará sera o Guia que está realizando o Rito. Todos os elementos de trabalho que serão utilizados durante o fechamento de corpo deverão ser "cruzados" ou "abençoados" na força de um Orixá, geralmente efetuamos este processo de "cruzamento" ou de "benção" na força de Pai Ogum, o Sr. do Metal, o Sr. Das Lutas e das Batalhas, para o corte de demanda, é o Sr. da Proteção Suprema dentro da Lei. Mas nada impede de que na sua casa, onde a força maior e regente é de Omulú, você pode cruzar os elementos na força do Sr. Omulú. Lembrando que o Sr. Omulú responsável pelo fim, logo a imantação dos elementos será com o pedido de FINALIZAÇÃO de todas as demandas. Então porque não imantar ou cruzar os elementos na força de Pai Omulú. É um grande Pai e sua força é tão grande quanto à de Pai Ogum, responsável por abrir os caminhos do bem e fechar as portas da maldade.
Com relação aos elementos que serão utilizados em seu fechamento, eles podem ter inúmeras formas, por exemplo, uma pessoa necessita de um fechamento de corpo contra Vampirismo Astral então utilizamos o Azeite consagrado juntamente com o dente de Alho, no caso de um fechamento de corpo contra atuação das energias negativas que assombram durante a noite, podemos fazer um fechamento de corpo com velas, etc.
Então conforme o tipo de fechamento de corpo que será aplicado existirá um elemento que poderá ser consagrado ou utilizado com mais intensidade do que simplesmente a utilização das Chaves.
Tudo isso acompanhado de Rezas e Orações, com elementos já consagrados.
Vale lembrar que ter o corpo fechado não significa que seremos supremos, imortais invencíveis ou até mesmo a prova de bala. Ter o corpo fechado é ter o corpo equilibrado com determinadas proteções que serão instaladas em seu Corpo Astral, onde dificultará o acesso de espíritos negativados ou de demandas que lhe foram direcionadas, por isso, que  o trabalho para o fechamento de corpo deve ser praticado algumas vezes durante o ano, para renovação da proteção e também para fortalecimento do seu espírito.